Professor Hariovaldo Almeida Prado

8 janeiro 2010

O retrato de uma traição

Filed under: Plano Condor Vermelho — Humberto @ 12:20

Vatencir estReza a tradição  dos cavalheiros que os acordos devem ser mantidos a qualquer custo. A palavra dada deve, igualmente, ser rigorosamente  mantida. A confiança entre as partes envolvidas numa negociação é fundamental e faz a diferença. A traição, no entanto, está muito longe de ser compreendida e, menos ainda, aceita alegremente. Escreveu, não leu, é apedeuta, lullista e analfabeto. Pessoas de bem, dignas e de estirpe cumprem o combinado.

Quando os homens bons desejam, em meio a seu regozijo de férias, desfrutar das belezas naturais brasileiras, o mínimo que exigimos é um ensolarado tempo bom e aproveitável. Assim, podemos regalar-nos com nossos jet-skis e iates, ou dar simples passeios ao ar livre em praias distantes e exclusivas. Aquelas praias onde plebeus só comparecem para servirem de iscas para nossos tubarões de estimação. Também apreciamos nos hospedar em caríssimos hotéis e pousadas igualmente exclusivas, pois pessoas de sucesso invejável merecem ser recompensadas. Afinal, tolerar o estado de coisas a que chegamos, graças ao ( des ) governo bolchevista que vigora não é bolinho.

Por meio de nossas vastas, intrincadas e inexpugnáveis redes social, empresarial e política, garantimos nossa influência em certas questões de muita monta. Uma dessas questões é: como podemos fazer para, ao mesmo tempo, termos um tempo excelente para bronzearmo-nos ao Sol de Itaparica enquanto que tormentas chuvosas derrubem, alaguem e arruinem os locais onde a plebe levanta seus arremedos de barracos e palafitas, para ocuparmos estes lugares a fim de erigir, em lugar dos escombros, modernos e elegantes empreendimentos imobiliários que, por sua vez, serão adquiridos pelos homens bons a preços que desembolsaremos sem piscar?

Aí é que entra a Fundação Cobra Coral, cuja missão, acordada com várias administrações de homens bons é, por meio de pajelanças que a Igreja não conseguiu extinguir por completo em 500 anos, garantir Sol para os bons e Tsunamis para a ralé ranhenta. E assim tem sido. As últimas missões confiadas aos pajés foram: convocada pelo investigativo Arthur Virgílio buscar as causas ( além da óbvia incompetência e inaptidão petralhista ) do famigerado apagão elétrico lullista, que deixou SP e (  já ia me esquecendo de vocês ) o resto do país na escuridão não-metafórica; zelar para que um belo recanto ecológico, que figura nos planos do competente governo dos homens bons paulista, seja implantado às margens do Tietê. Para isso, alguns milhares de invasores de propriedades alheias deveriam ser expulsos de suas poçilgas ilegais. Assim, bastou a Cobra conjurar a força das águas e alagar o local ( até hoje as águas não baixaram ). Reconhecidamente avessos à banhos e água, os invasores não tiveram outra escolha, senão debandar para longe de São Paulo. Missão cumprida.

Ocorre que, desde então, os poderes dos pajés tomaram o rumo contrário, se voltando contra os melhores de nossa sociedade. Lugares paradisíacos e badalados, frequentados pela fina-flor, pela gente bem, e pelos aquinhoados varões e donzelas da nata social começaram a sofrer intempéries incontroláveis. Isso só pode significar uma coisa: também a Cobra Coral foi comprada pelo maligno e ateu governo do PT, que está usando os poderes sobrenaturais da Fundação como represália pelo sucesso material que conseguimos em nossa vida, com muito trabalho, dedicação e esforço, sem recorrer à Bolsas-Famílias e auxílios estatais de nenhuma natureza.

O pior é que, nessa temporada, outros bons lugares já estão com as reservas esgotadas, restringindo totalmente a escolha de onde passar o veraneio. Isso está estragando minhas férias. Sem descanso físico e mental de qualidade, como farei para suportar e enfrentar a dura campanha de mentiras e aleivosias que virá, perpetrada pelo satânico governo do apedeuta, que visa manter, pelo engodo publicitário, esta ditadura evochavofidelullista intacta, e dessa vez liderada por uma notória guerrilheira stalinista?

Ó, São Serapião, rogo-lhe: não poderia ter uma palavrinha aí com São Pedro?

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